Segunda, 23 de Julho de 2018
Milton Henriques

BLOG Liberdade e Economia por Milton Henriques

Contador Tributarista. Mestrando em Ciências Contábeis pela FUCAPE/ES

2017-07-27 14:29:59
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O Consequente do Antecedente

O Brasil assiste – desde 2013 – a manifestações populares somente vistas, até então, nos movimentos de esquerda que julgavam deter o monopólio do clamor popular e a exclusividade de agir em seu nome. Mas, o que fez a maioria silenciosa e ordeira se manifestar de forma tão firme a ponto de remover uma presidente da república bancada pelo establishment? A maior crise econômica de nossa história com quedas recordes do PIB, inflação, desemprego, dentre outros fatores, aliada ao maior escândalo de corrupção da história parecem ter sido o limite para uma população que em sua grande maioria preserva os valores Cristãos de uma sociedade conservadora.  O revês na área econômica é apenas uma das consequências de um projeto abjeto cuja finalidade central é interferir nos valores de uma sociedade por meio de sua cultura.

Como dito pelo filósofo Roger Scruton o conservadorismo advém de um sentimento compartilhado por todas as pessoas maduras: o de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas não são facilmente criadas. E, visando destruir o que há de belo e valoroso, a infantil mente revolucionária traz a estupidez, a vulgaridade e a imbecilidade para o centro das discussões sociais. Fazem do estimulo à obscenidade, da inversão de valores que transforma o errado em certo, do ultraje da moral e dogmas religiosos, da afronta aos valores familiares, da criminalização do lucro e da propriedade individual, da banalização da violência, da desmoralização das autoridades, dentre outras, ferramentas de uma causa cujo objetivo único é a destruição. Apresentam uma sociedade fictícia pela destruição da sociedade real, sacrificando o que temos de mais valoroso e amável por um ideal fantasioso. Assim, a população é alimentada por letras de funk e novelas cuja referencia de luta e força são criminosos, traficantes e assassinos (com direito a entrevista no Fantástico), dentre outros exemplos dos meios utilizados para a destruição de valores e referencias. Vemos nossas crianças cercadas pela doentia ideologia de gênero e pela divisão social entre oprimidos e opressores. Isso tudo enquanto somos reféns de bandidos cada vez mais agressivos e que exigem do Estado a garantia de seus direitos de vítimas da sociedade.

Como dito por Hayek não são as leis que formam a cultura, mas é a cultura que determina as leis. Vivemos hoje cada vez mais no país do jeitinho, onde levar vantagem e obter benefícios indevidos é prova de competência e esperteza. A crise econômica é apenas o reflexo mais perceptível da degradação que se iniciou há anos cuja finalidade é a destruição dos pilares que mantem as sociedades. É contra isso que a maioria silenciosa se levantou.

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