Segunda, 23 de Julho de 2018
Milton Henriques

BLOG Liberdade e Economia por Milton Henriques

Contador Tributarista. Mestrando em Ciências Contábeis pela FUCAPE/ES

2017-03-30 11:42:06
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Quem é o culpado pela crise econômica?

Nossa economia dá sinais de reação após ver seu PIB reduzir 7,4% nos últimos dois anos (o mundo cresceu 6% e os emergentes 9%). Medidas superficiais como a PEC do gasto público, redução do spread bancário, desburocratização de algumas obrigações legais, bastaram para apontar o caminho da recuperação. Entender como chegamos até aqui exige uma análise objetiva para expor o viés ideológico das políticas públicas nos últimos anos.

O Estado é um gerador de despesas paga pelo contribuinte. Como dito pela “Dama de Ferro”, Margaret Thatcher “Não existe essa coisa de dinheiro público. Existe dinheiro dos pagadores de impostos”. Assim, quanto maior o Estado maior a carga tributária para mantê-lo. Dados do Ministério da Fazenda mostram que entre 1997 e 2015, o gasto primário no país cresceu em média 5,8% e suas despesas, desde 1980, subiram a cada ano 6% além da inflação.

A consequência são déficits públicos que levam o governo a duas alternativas: o aumento de receita e a captação de recursos através títulos públicos. Temos então uma combinação explosiva: elevação de tributos — segundo a OCDE, o Brasil ocupa a posição 178 entre 189 países no ranking de custo tributário — e aumento das taxas de juros para atrair investidores - praticamos as maiores taxas de juros reais do mundo - Na outra ponta está quem investe e produz composto em sua maioria por micro e pequenos empresários que lutam num país, que ocupa a posição de número 116 no ranking de ambiente de negócios do Banco Mundial, entre 130 países pesquisados. Pesam fatores como regras regulatórias, burocracia, carga tributária, falta de segurança jurídica.

Pode-se ver como os gastos públicos afetam diretamente a confiança dos empresários e consumidores na economia. A discussão proposta é como o tamanho do Estado pode determinar a riqueza ou a miséria de uma nação, e que está relacionado com fatores, como corrupção, desigualdade, totalitarismo, caos social, muito além do senso comum. É o inimigo a ser enfrentado.

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